terça-feira, 8 de dezembro de 2015

VIII Encontro Afro-Ecumênico da Comunidade de Caxuté


  Foi realizado entre os dias 2 e 4 de Dezembro, o VIII Encontro Afro-Ecumênico - ENAFRO, na comunidade de Matriz Africa Caxuté em Valença no Baixo Sul da Bahia. O Encontro ocorre desde o ano de 2008 e tem o objetivo de promover o diálogo entre as religiões e cultos de diferentes matrizes, destacando a luta em defesa da liberdade religiosa, contra o racismo e as praticadas de intolerância.

  O encontro é realizado entre os dias 2 e 4 de Dezembro de cada ano, a data faz referência a celebração do dia de Santa Bárbara na igreja católica, ao tempo que os cultos de matriz africana homenageiam a Nkisi/Orixá dos ventos e das tempestades, chamada de Matamba pelo povo de tradição Bantu/Angola e Yansã pelas nações seguidoras da tradição Keto/Nagô.





 Um dos encaminhamentos do Encontro foi a convocação para todas as comunidades, religiões e cultos de matriz africana juntarem forças entre elas, além de outros segmentos da sociedade organizada para efetivação de políticas afirmativas. Segue a carta política aberta a toda sociedade com todos os detalhes do VIII ENAFRO.

  Para nós da Teia dos Povos, este convite chega num momento crucial, onde cada vez mais fica clara a necessidade de articular nossas lutas para combater o racismo, a violência religiosa e demais práticas colonizadoras e eurocêntricas que chegaram nas naús do descobrimento e até hoje se repetem, dia após dia, como se não houvesse jeito, como se fossem irremediaveis. No entanto, como nos lembra Don Durito (EZLN), A diferença entre o irremediável e o necessário é que para o primeiro não é preciso se preparar. E só a preparação torna possível o segundo; portanto é tempo de preparar os solos onde as alianças serão cultivadas e com sabedoria e alegria nos UNIR para a defesa de nossas culturas, cosmovisões e territórios.


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Estudantes da UFRB em luta pela Educação do Campo


Um antigo próverbio nos ensina, DIZER A AÇÚCAR, AÇÚCAR, AÇÚCAR NÃO ADOÇA O CAFÉ, assim, cerca de 200 estudantes da Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC) do curso de Ciências Agrárias iniciaram no último domingo, 08 de Novembro, a ocupação do Centro de Formação de Professores – CFP da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Amargosa.

Motivados pelo não cumprimento mínimo dos acordos feitos em Março de 2014 como residência, assitência e alimentação, os estudantes do LEdoC ocuparam o estacionamento do CFP/UFRB, onde pretendem ficar por tempo indeterminado.

Segue a carta política dos ocupantes.




A Teia dos Povos tem como princípio a solidariedade irrestrita a tod@s que estão em luta, em especial quando a luta visa criar estratégias de reconhecimento e fortalecimento das Políticas Publicas de Educação do Campo, conquistadas pelo Movimento de Educação do Campo. Assim, desejamos a tod@s discentes do LEdoC que continuem em luta!



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

CARTA DA TEIA DOS POVOS

  

Com o tema: Terra, Território e Poder, nós militantes da Teia dos Povos, nos reunimos entre os dias 29/10 e 01/11/2015 no Assentamento Terra Vista, no Município de Arataca, Estado da Bahia, para realizarmos a IV Jornada de Agroecologia e  reafirmarmos o nosso compromisso com a defesa dos direitos, da vida e da transformação social, ao mesmo tempo que repudiamos a democracia burguesa e todas as formas de enganação política e moral que levam a crer que há soluções justas dentro do capitalismo.

Diante das diferentes crises proporcionadas pelo capitalismo que afrontam e põem em risco a vida de todas as espécies no planeta, viemos, com urgência, convidar todas as forças comprometidas com a ética, a justiça e a dignidade, para lutarmos juntos contra a exploração do trabalho humano, a devastação da natureza, o envenenamento e a intoxicação dos organismos vivos e, a favor de um projeto popular de poder, que envolva, em uma ampla teia democrática e pluriétnica, mulheres, homens, jovens e crianças na busca pela emancipação social e humana.

Constatamos que a situação de calamidade que se encontram os corpos d'água brasileiros em todas as regiões do Brasil, não têm como causa as crises climáticas, mas na ganância dos capitalistas que encontram, nos bens da natureza, o último recurso para acumularem riquezas. Para além disso, denunciamos que a causa maior da violência contra as águas têm suporte político, jurídico e militar do governo conivente e colaborador das forças dominantes e dirigentes do País.

Exigimos do governo Brasileiro a imediata realização da reforma agrária, a demarcação dos territórios indígenas e áreas de remanescentes de quilombos, o cumprimento das legislações no que se refere à educação dos povos do campo, das águas e das florestas, o oferecimento de educação com qualidade para toda a classe trabalhadora e a interrupção imediata do fechamento das escolas do campo e da cidade, bem como, que o Congresso Nacional suspenda todos os projetos de lei criminosos que afrontam o direito ao território próprio dos povos indígenas, negros e trabalhadores em geral.

Declaramos que, enquanto índios, negros, camponeses, lutadores e lutadoras sociais, não temos mais espaço neste modo de produção que prioriza a acumulação, por meio da produção de mercadorias, para satisfazer aos geradores de violência que concentram  a renda e as decisões políticas sobre o destino da humanidade, por isso, convidamos o povo à rebelião geral, pela defesa da vida, da soberania e da dignidade.

Saudamos com as nossas experiências e comemoramos os avanços alcançados na construção de projetos agroecológicos de iniciativa popular que visam a construção de uma sociedade Socialista. Nos colocamos à disposição da luta em prol de uma educação crítica e libertadora, da conscientização da classe trabalhadora, povos e comunidades tradicionais e da implantação de soluções que se oponham ao esforço devastador do capital.

Nos comprometemos a lutar contra a exploração da terra, das águas, das espécies da natureza e dos seres humanos, ao mesmo tempo que convocamos todos os seres de luz e encantados, para fortalecer nossa ancestralidade e caminharmos juntos na reconstrução do “Bem Viver”.

Nos somamos a quem luta e resiste contra o assalto aos direitos sociais que o governo vem implementando, que faz penar os trabalhadores, aumentar a violência e leva a sociedade ao retrocesso e à barbárie, ao mesmo tempo que, convidamos para lançar-nos ao trabalho de base, no plantio de novas sementes naturais e organizativas para resgatarmos a esperança, a indignação e a coragem  de traçarmos o nosso próprio destino em direção à nova sociedade.

Juntos construiremos uma sociedade justa, fraterna e solidária.

Vida longa à Teia do Povos!


 Diga ao povo que avance! Avançaremos!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Mesa de Abertura da IV Jornada de Agroecologia

“Bahia terra de coco,
de azeite de dendê.
A água do coco é doce,
eu também quero beber.”

Cerca de 300 indígenas de diversas aldeias deram início à IV Jornada de Agroecologia da Bahia com o ritual do fogo, conduzido pela mestra Maria Muniz (Maiá) e Cacique Nailton, da Reserva Indígena Pataxó Hã Hã Hãe - Caramuru Catarina-Paraguaçu. Após o ritual, foi realizada a Mística de Abertura com uma encenação do poema de Ademar Bogo, O Recado da Terra, que indica a necessidade de cuidar de Gaia para que seus filhos, homens, mulheres, pássaros, plantas, árvores e demais seres tenham uma perspectiva de vida comum.



“O que fizer à terra, fará com seus filhos, assim diz o Cacique.”

            
Logo em seguida, Joelson Ferreira, da Teia dos Povos e do Assentamento Terra Vista - MST, deu a saudação de boas-vindas a todos os Elos e participantes. Em sua mensagem, cumprimenta aos Indígenas, “verdadeiros donos da terra”, ao Povo Preto e aos companheir@s dos movimentos sociais que estão em luta pela defesa da Terra. Joelson lembrou também a importância da atuação do MST na Região Sul da Bahia, que há 23 anos mobiliza trabalhadores e agricultores na pauta pela reforma agrária, tendo o Terra Vista como primeiro assentamento no coração da região cacaueira. Finaliza as boas vindas agradecendo a tod@s @s participantes e frisando a importância do momento histórico que envolve a IV Jornada.


A Mesa de Abertura segue com a coordenação de Alda, do CIMI, e Nanda, do NEPPA, que convidaram um representante de cada elo e das diversas entidades presentes para o momento de saudação à plenária e breve apresentação de sua atuação na Teia, na Jornada e nos Territórios. Após as apresentações do Elos, Joelson Ferreira finaliza a Mesa com um breve histórico da Jornada, ressaltando os temas escolhidos conforme os objetivos e conjunturas vividas em cada ano. Nesta IV Jornada, o momento histórico que vivemos exige um aprofundamento na compreensão do que é Terra, Território e Poder:

“A humanidade vive um momento crucial. A cada dia que passa, vemos a natureza sendo estuprada e destruída pelo Capitalismo, que ameça nossas formas de vida. Sua principal arma é a propriedade privada da terra. Estamos diante de uma guerra que não fomos nós que criamos. Não há tempo para abaixarmos as cabeças ou ficarmos de braços cruzados. Precisamos fazer nossas estratégias de defesa da Mãe Terra, nos levantarmos e enfrentarmos essa guerra de frente. Por isso, é fundamental um momento como este, da IV Jornada, onde tantos povos estão reunidos. Cabe a nós fazer desta reunião um momento que avance para além da celebração, tornando-se esperança para a defesa da nossa Mãe, a Terra. Nós precisamos ter a coragem e o entendimento de que é a partir da terra que vamos avançar. Sem terra não há liberdade.” - Joelson Ferreira

Edith, do GeografAR (UFBA), lembrou que na construção de unidade é preciso ter paciência e cooperação: “Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Se você quiser ir longe, vamos juntos”. Edlene puxou a saudação do NEPPA com uma música construída durante o Estágio Interdisciplinar de Vivência e Intervenção – EIVI, de 2014: “O grito de barretá ecoa além da morte. Índias e negros lutando ombro a ombro, braço forte.  A luta não é só sua, a luta não é só minha, a luta é de todo o povo que resiste à tirania.”


“No momento onde tantos estão lutando por seu território, não haveria tema mais propício que esse. Me sinto honrada por estar nessa mesa e por poder falar desse assunto que está virando uma questão de vida ou morte. Falar de território é estar vulnerável à morte. Então a gente precisa aproveitar essa Teia para se fortalecer juntos. Nós precisamos ser uma voz, nós precisamos ser um corpo”, comenta Nádia Akauã, Tupinambá de Olivença, da Aldeia Tucum. Em sua fala, Nádia saudou seus ancestrais e relembrou as perdas de muitas parentes e parentas que morreram na luta em defesa de seu território. Nesse momento, Maria Muniz e Cacique Nailton acolheram a parenta e seu desabafo, com cânticos e orações.

Em sua fala, Cacique Nailton convocou a todos para o envolvimento na luta, em especial a juventude: “Guerreiro vem ver, guerreiro vem cá. Guerreiro vem ver sua luta como está. Oh guerreiro vem ver, oh guerreiro vem olhar.” Haroldo, do CIMI, trouxe uma análise do entendimento dos povos indígenas sobre a omissão e lentidão do Estado no processo de demarcação dos territórios: “O vermelho da bandeira da Bahia tem um significado muito ruim para os indígenas da Bahia. Esse vermelho significa morte. Precisamos travar esse sistema. Há um ditado mexicano que diz: “Eles nos enterraram, mas esqueceram que éramos sementes'.  Essa semente está na hora de germinar”.

No final da Mesa, a Jornada foi saudada pela companheira Yashodã, da Comunidade Morada da Paz, do Rio Grande do Sul. Em sua primeira participação na Jornada, Yashodã afirmou que veio até a Bahia, em uma viagem de três dias, para selar essa integração entre os povos e os movimentos de resistência que atuam nesses territórios.

“O mundo está dividido em dois, os que tem fome os que tem medo dos que tem fome. Existe inferno? Sim. Existe o inferno de todo o dia, construído por nós mesmos. Mas existem apenas duas formas de sair do inferno. Se acostumar com ele e ser indiferente ou lutar contra ele”, comenta Yashodá que finaliza sua fala com um canto Yorubá: “Que o pássaro da verdade sobrevoe a nossa cabeça e que tenhamos força nos braços e o coração puro para sermos sementes da verdade”.

Estiveram presentes na mesa de abertura da IV Jornada de Agroecologia da Bahia:
Cacique Edvaldo – Pataxó,
Ana Dália – UNEB,
Valdo Cavalé – Profº UFLPR
Leonardo – Tele Sur,
Ajane – Sec. Trabalho Emprego e Esporte de Salvador
Yashodã – Morada da Paz do Rio Grande do Sul,
Cacique Nailton – Pataxó Hã Hã Hãe,
Nádia Akauã Tupinambá de Olivença,
Luciano Ferreira – CETA,
Silvana – Profª UFRB – Educação do Campo,
Edite – UFBA - GEOGRAFAR,
Valderli – CPT,
Alamo Pimentel – Profº UFSB,
Haroldo Heleno – CIMI,
Eulália – IFBaiano,
Durval – Inst. Cabruca,
Edlene – NEPPA,
Nara – Ocupação Mercado Sul Vive e NACER– DF
Carlos Borges – INCRA,
Vera Lucia – SEPROMI,
Alberto – Presidente do CIMA,
Amanda – Cáritas,
Zuza – MLT,
Rubens – Resex Caçurubá – Caravelas,
Zé Campo – CESOL,
Pássaro – Serra Grande,
Janira – Escola Agrícola Margarida Alves,
Felipe Estrela – AATR,
Iris Salazar – MCP – Feira de Santana,
Lanns Almeida – Sec. Agricultura – Itabuna,
Michela – MDA,
Valnei – MST,
Alexandre – Profº IFBA,
Joelson – Assentamento Terra Vista - MST.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ouça e acompanhe a IV Jornada de Agroecologia da Bahia


Acompanhe ao vivo, pela internet, a transmissão da IV Jornada de Agroecologia da Bahia, através do link: 



Abre a roda Sinhá: inicia a IV Jornada de Agroecologia da Bahia


A IV Jornada de Agroecologia da Bahia já está viva e em movimento. Elos de várias regiões da Bahia e de outros estados chegam a cada momento no Assentamento Terra Vista, em Arataca (BA).

A Jornada inicia hoje, 29 de outubro, e segue até o dia 1º de novembro. Com o tema “Terra, Território e Poder”, a programação e todos os seus espaços de diálogos, trocas, místicas e aprendizados coletivos se formam a partir da construção coletiva e auto-organização.

Nesse primeiro dia, será realizada a Mística e Mesa de Abertura, com Apresentação da Teia de Agroecologia dos Povos e Saudação dos Elos da Teia. À noite, das 19h30 às 22h, é o momento de Encontro dos Núcleos de Base e da capoeira, poesia, samba de roda e demais atividades culturais.

 


A partir de sexta-feira até o domingo, a Jornada segue com Mesas Redondas, Mostar de Filmes, Rodas de Diálogo, Oficinas, Ciranda Infantil, Espaço de Gênero, Cortejo de Celebração e Encerramento com os encaminhamentos para a atuação da Teia ao longo do próximo ano.

Trocas de Sementes Crioulas
A Teia de Agroecologia dos Povos está construindo sua rede de sementes crioulas para consolidar o processo de soberania alimentar nos diversos territórios que constituem a Teia. Diante disso, durante toda a Jornada a Troca de Sementes Crioulas acontecerá de forma permanente, no espaço da Feira de Economia Solidária. Traga suas Sementes e multiplique essa ideia!!!


Programação - 29 de Outubro (quinta)

  • 14h30 – 16h: Recepção e Credenciamento
  • 16h – 17h30: Mesa de Abertura e Apresentação da Teia de Agroecologia dos Povos + Saudação dos Elos
  • 17h – 18h30: Jantar
  • 19h30 – 22h: Encontro dos Núcleos de Base
  • 22h – 00h: Cultural



Cine Jornada - Mostra de filems na IV Jornada

Este ano a IV Jornada segue com o tema, Terra Território e Poder, organizamos uma singela mostra de filmes para se ajuntar a programaão do evento. O Cine Jornada vamos ter filmes para todas as idades, e com o objetivo de ajudar a entender sobre o tema. Acreditamos que o cinema também é um espaço de poder, sendo possível,  através desta ferramenta dialogar sobre a construção de hegemonia em nossa sociedade, a partir de uma perspectiva do audiovisual. 

Em seu primeiro ano o Cine Jornada, está sendo realizado pela Teia dos Povos  e da produtora cultural Orum Tupi, e será composto por duas sessões diárias, ambas são para todas as idades, mas a sessão Ciranda é especialmente para as crianças. Na outra sessão, os filmes apresentaram histórias que tragam consigo relações ligadas a terra, resistências e saberes tradicionais.

Segue programação completa do Cine Jornada


29-10-2015
Cineclube Ciranda 18:30

Lápis de Cor - Larissa Santos / Documentário / 13:37 min. / Bahia. Sinopse: O documentário Lápis de cor (2014), da diretora Larissa Fulana de Tal, integrante do movimento de cinema negro Tela Preta, aborda a representação racial no universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a auto-imagem e auto-estima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo na infância

Comida que Alimenta / Documentário/ 04:54 min. / Pernambuco. Sinopse: O vídeo Comida que Alimenta é uma realização do Centro Sabiá, vinculado ao projeto Trabalho, Renda e Sustentabilidade no Campo, patrocinado pela Petrobras. O projeto busca fortalecer as experiências de agricultura Agroflorestal de base Agroecológica na Zona da Mata Sul de Pernambuco, além de ter um forte componente de agregação de valor à produção da agricultura familiar desse território, com a instalação de Unidades de Beneficiamento de frutas e de mel, para atender principalmente as compras institucionais via Programa de Aquisição de Alimentos - PAA e Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, e o mercado turístico do território. Além de buscar fortalecer a estratégia de comercialização direta produtor/consumidor via Feiras Agroecológicas.

 
Cineclube Cine Sabiá 20:00



Dalva / de Francisca Marques e Fabricio Jabar/ Documentário / 30 min. / Bahia. Sinopse: O documentário foi realizado pela Associação Cultural do Samba de Roda Dalva Damiana de Freitas, através da seleção no Programa de Patrimônio Imaterial - PNPI do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Produção: Nestta Audiovisual e Laboratório de Etnomusicologia, Antropologia e Audiovisual - LEAA Recôncavo. Apoio: Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia.







As Sementes / Beto Novaes e Cleisson Vidal / Documentário/ 30 min. Rio de Janeiro. Sinopse: Dirigido pelo cineasta e economista Beto Novaes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o documentário é um registro das trajetórias de vida de mulheres agricultoras que participam ativamente dos movimentos agroecológicos no Brasil e que se tornaram referências e/ou lideranças sociais e políticas em seus territórios. As Sementes é inspirado no livro Mulheres e Agroecologia: transformando o campo, as florestas e as pessoas, que surgiu a partir da tese de doutorado de sua autora, Emma Silliprandi.



30-10-2015
Cineclube Ciranda 18:30

Abuela Grilo / Animação/ 12 min./ Bolívia e Dinamarca. Sinopse: Animação é uma adaptação de um conto Ayoreo. A avó Grilo ao cantar, faz chover e semeia a terra.

Doña Ubenza / de Mariana Carrizo / Animação / 04 min. Sinopse: Doña Ubenza é a canção com que se fizeram a bandeira da mulher originária.



Cineclube Cine Orum Tupi 20:00

Mestres Livres / Resultado da Oficina UMBIGO/ Documentário/ 05 min./ Uruçuca – Bahia. Sinopse: Mestres Livres. Curta realizado na feira livre de Uruçuca. Resgata as histórias, lembranças e sambas do município de Uruçuca, contado por trabalhadores da feira livre. O filme é resultado da oficina de realização audiovisual oferecida pelo projeto UMBIGO. Com apoio do Instituto Arapyaú, Tabôa, prefeitura de Uruçuca e ACMUR. Realização ORUM TUPI.



Serra Negra/ Resultado da Oficina UMBIGO / Documentário / 05 min./ Uruçuca-Bahia. Sinopse: Esse vídeo foi resultado da Oficina de realização de áudio Visual, realizado no município de Serra Grande, pelo projeto Umbigo. O Curta registra as histórias e personalidades que carregam a ancestralidade afro-indígena presente no distrito. No processo discutimos algumas questões como; intolerância religiosa, o genocídio a juventude negra, a discriminação as culturas afro-indígena, e a necessidade de valorização e resgate da cultura tradicional; como o samba de roda, a capoeira e os cultos de matrizes africanas.


UMBIGO / de Cauê Rocha / Documentário / 52 min. / Bahia. Sinopse: Umbigo é nossa fonte ancestral, por onde nos alimentamos e crescemos. Umbigo é a ligação entre dois ou mais corpos. Cordão de memórias! Nesse cordão, um menino segue em busca das histórias e memórias de sua mãe. No caminhar, o espelho de uma família popularmente brasileira, rural e retirante. Juntos, buscam compor a trajetória de vida da mãe: seu nascimento, as andanças em retirada com as irmãs, os reencontros e a força adquirida ao se tornar a parteira-mãe Val. Um filme-reencontro entre mulheres, filhas, filho e famílias. Um reencontro com a força feminina. Um cordão de memórias que nos leva ao momento mais importante da vida: a hora de nascer.



31-10-15
Cineclube Ciranda 18:30
Território do Brincar / de David Reeks e Renata Meirelles / Documentário / 90 min. / São Paulo. Sinopse: Esta produção é fruto de um percurso de 21 meses de viagem por uma vasta geografia de gestos de crianças das mais diversas realidades brasileiras, para encontrar caminhos por dentro de todos nós. O longa metragem assume o brincar infantil como narrativa que sustenta uma história na íntegra. Os adultos ficam de fora das imagens desse filme, mas o espectador certamente se sentirá representado pelo potencial do brincar dessas crianças. Assumimos uma linguagem que não pretende ser didática ou ter a intenção de provocar discussões sobre o certo e o errado na educação, e confiamos na comunicação pela força sensível infantil. Este filme é parte de um projeto de pesquisa, registro e difusão que integra diferentes produções culturais. Uma realização que entende o cinema como uma excelente porta para enxergar a mudança que se quer ver.

Cineclube Cine do povo 20:00
Cine do Povo: Uma história de Luta/ Documentário / 19 min. / Bahia. Sinopse: O Cineclube Comunitário do Povo é uma organização que há mais de três anos atua nas periferias de Cachoeira-BA com a realização de ações permanentes centradas em uma política cultural comunitária, abrangendo instrumentos como cinema, educação popular, movimento Hip Hop, entre outros elementos culturais da juventude negra periférica. Atualmente o Cine é coordenado por jovens da Comunidade do Viradouro, um conselho fundador e articulado por uma rede ampla de artistas locais, militantes do movimento negro e lideranças comunitárias. O filme "Cine do Povo: Uma história de Luta" é sobre isso, nossa gente, nossa luta.



O Retorno da Terra Tupinambá / de Daniela Alarcon / Documentário / 25 min.
Sinopse: Há dez anos, os Tupinambá esperam a conclusão do processo de demarcação de sua terra. Nesse quadro, vêm realizando ações coletivas conhecidas como retomadas de terras, recuperando numerosas áreas no interior de seu território que estavam em posse de não-indígenas. Por essa razão, têm sido alvos de criminalização e ataques violentos, tanto por parte do Estado brasileiro, como por indivíduos e grupos contrários à garantia de seus direitos. Para contar essa história, reunimos depoimentos e sequências gravadas em maio de 2014 na aldeia Serra do Padeiro, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sul da Bahia (Brasil), assim como imagens de arquivo. No filme, a história de expropriação e resistência dos Tupinambá é narrada segundo a perspectiva dos indígenas, para quem a terra pertence aos encantados, as entidades mais importantes de sua cosmologia.

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Aguardamos vocês.